Cai devagarinho o tempo dividido entre casas compostas anos a fio por pessoas passadas. Escuto o mármore que insiste em faltar; as pedras rolam sobre a calçada gasta de sapatos novos; o coração a bater e a pedir para sossegar; o corpo a querer sentar as mágoas habituadas a risos falsos de felicidade. Encontra-me o lugar onde deixei pousar memórias do que não vivi e sobrevive à minha inclinação de perder, de deixar perder, desculpa, de sair, de abandonar. É isso, não é? Tens medo. Eu também.