Se eu não souber como morrem as gentes ancoradas ao azul marinho da terra; ver pairar sobre a mesa o silêncio abafador da incerteza do querer estar vivo. Aguarda-se em silêncio o correr dos dias e alegra-se no momento do encontro. Disfarça-se o encanto à medida térrea das gentes saloias. Gente tão bonita. Que transpira o suor recolhido em memória de tempos passados. A aguardente ainda a encolher o passo, ri-se muito à volta da paródia em tardes e noites de café. Pertenço-lhes. Mais do que supus.
sábado, 30 de agosto de 2014
sexta-feira, 1 de agosto de 2014
vozes na rádio
Já viste onde estamos? Oiço a tua voz apenas pelo rádio,
vasculho os teus novos interesses e amigos, pego em recordações antigas e
parecem fugir-me da mão. Que lhes fizeste? Amarraste-as em algum sítio? Diz-me
onde estão. A tua voz na rádio é bonita. Lembro-me dela às vezes. E a tua mão
direita, ainda escreve? Espero que sim, tinhas jeito para escrever. Por vezes
releio aquela dedicatória no livro que me deste, aquele que eu reli tantas
vezes nas aulas da Faculdade. E tem tudo a ver com o programa, já viste?
Subscrever:
Comentários (Atom)