Caio em desequilibro na tentativa frustrada de te alcançar. Coloco-me em bicos de pé e nada. Calço dois sapatos, talvez, talvez agora resolva o problema da pequenez dos sentidos grandes. Os meus.
terça-feira, 24 de dezembro de 2013
sábado, 14 de dezembro de 2013
mão em contra
Um dia olhar para trás e ver a estrada percorrida em contra-mão. O coração prestes a saltar, a pedir licença para expulsar todos os inconvenientes trazidos por meses (contei-os hoje contigo) passados numa espécie de tenda. Uma tenda montada no seio de um universo reduzido a leis e conversas de café. A tenda tão bem apetrechada de sonhos, conversas, descobertas ritmadas por tempos e acordes diferentes. Os meus, os teus. E aquela voz que, como hoje, sussurra ao meu ouvido palavras escritas para tu as leres. Oiço cada uma delas e apetece-me carregar um quadro branco, vazio, às costas, onde poderás contribuir com sonetos e didascálias ainda por inventar. A estrada segue em contra-mão, meu amor. E a tenda tão bem montada. Contigo ao meu ouvido.
sexta-feira, 6 de dezembro de 2013
papagaio de papel
O coração cada vez mais pobre à medida que o tempo enxovalha os passos tremidos que empurram dias, semanas, meses. Resta tão pouco quando a máscara cai à força de viver. Perde-se o sentido do acaso e entranha-se na dura realidade de não haver. Não haver mais. É bem triste isto de não haver. Esta ausência de uma presença que nunca chegou a ser minha. Fingi agarrar o que nunca poderia ser preso. Como um papagaio. Olha, como o papagaio daquela cigana que deixou voar o brinquedo de papel. Também eu, ou tu, perdemos.
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