Quem nos visse cruzar o Marquês teria com certeza inveja de nós. Veriam o grande aeródromo onde descansam os nossos corpos, os tocadores de tambor incluiriam nos seus versos carrilhões de vento inspirados nos nossos beijos. Atravesso contigo a passadeira e do vermelho e prata que nos chega dos sinais, agarras-me pela mão e conduzes os olhos ao céu. De repente, nulo a beleza e acordo. O meu rosto enrubescido está agora na Avenida 65, a casa, a nossa casa. Oculto-te os diabos instalados nos meus ombros, lanço-te um olhar convidativo e caminhamos, até desaparecermos na tarefa palpitante de ficarmos sós. Na esfera pesada do encontro. Na impossibilidade de um futuro a céu aberto.