Percorro o teu corpo com os dedos engelhados. Não sei há quanto tempo oiço estes gritos de rapariguinha. Atiro para fora os golpes de dor infligidos, dispo as raças submersas em solidão e, finalmente, acordo e abraço-te como um chicote hirto. Recebes-me em excesso, dilatas os meus olhos e abandono-te, na insegurança das certezas, na firmeza da eterna dúvida.