sábado, 11 de agosto de 2012

A primeira vez que fomos ao cinema juntos. À hora marcada lá estavas, já tinhas os bilhetes e foi estranho ver-te fora do contexto a que estávamos habituados. Já tinhas visto o filme, era o teu filme preferido dos últimos tempos. Já o tinhas visto e querias revê-lo comigo porque, para ti, fazia todo o sentido. Era a história de um rapaz obcecado por funerais e uma jovem no fim da vida. Era uma história de amizade que se transformava em amor. Ou um amor que se transformava também em amizade. Como o nosso. O filme assistiu ao nosso início e foi muito bonito termos o nosso amor numa tela de cinema. Talvez não viveremos felizes para sempre, se calhar já não veremos mais filmes juntos nem trocaremos bilhetes à entrada da Faculdade, nem elaboremos um esquema para viver na floresta. Mas os filmes duram para sempre, isso eu sei. E essa é a única certeza que te posso dar.