quinta-feira, 2 de outubro de 2014

Quando

Quando o meu corpo encalhar e a pele seca cair sobre o chão, eu sei que nunca mais te irei ver. Quando o sexo deixar de ser do teu proveito ou as minhas mãos não mais surtirem efeito, eu sei que terás abandonado as horas entregues à imaginação de um amor mútuo construído por mim. Quando os meus olhos ganharem cor baça em vez do verde pelo qual te apaixonaste um dia, estarás tão ausente como eu hoje me sinto de ti. 




Este texto está publicado na edição #77 d'Os Fazedores de Letras