Quando o meu corpo encalhar e a pele seca cair
sobre o chão, eu sei que nunca mais te irei ver. Quando o sexo deixar de ser do
teu proveito ou as minhas mãos não mais surtirem efeito, eu sei que terás
abandonado as horas entregues à imaginação de um amor mútuo construído por mim.
Quando os meus olhos ganharem cor baça em vez do verde pelo qual te apaixonaste
um dia, estarás tão ausente como eu hoje me sinto de ti.
Este texto está publicado na edição #77 d'Os Fazedores de Letras