sábado, 30 de agosto de 2014

à mesa

Se eu não souber como morrem as gentes ancoradas ao azul marinho da terra; ver pairar sobre a mesa o silêncio abafador da incerteza do querer estar vivo. Aguarda-se em silêncio o correr dos dias e alegra-se no momento do encontro. Disfarça-se o encanto à medida térrea das gentes saloias. Gente tão bonita. Que transpira o suor recolhido em memória de tempos passados. A aguardente ainda a encolher o passo, ri-se muito à volta da paródia em tardes e noites de café. Pertenço-lhes. Mais do que supus.