sábado, 23 de novembro de 2013

JOGO: 2

Belisca-me a memória quando adormeço. A boca sem força para rir, os olhos sem vontade de colorir as pupilas, os braços amarrados à força do vazio circundante. Liberta-me antes que me prenda. Sacode-me antes que o meu corpo amoleça na tua cama. Corto o cabelo para que não sobrem rastos meus no teu corpo, lavo-me, arranco a pele até o teu cheiro se confundir com uma marca barata de loção. Perdoa-me. Não sei ficar.

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