Despeço-me em silêncio. O lugar está vazio, os copos enchem-se, ouvem-se risos e combinações. Vemos-nos amanhã? Pergunto-me e solto as cordas que me amarram, que vincam a pele branca e rosada dos dias frios. Tantos dias frios. Olho-te como se te pedisse, não, como se te implorasse, que trepes estas paredes precocemente edificadas, que sejas criança e saltes outra vez o muro, o meu muro. Ah, percorro estas esta estrada batida cheia de placas assinalantes. Marcam-se caminhos, nomeiam-se povoações - fosse eu uma pedra pronta, livre, apta para ser jogada.
Tantos dias a ser jogada.
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