O comboio há de passar, repito-me baixinho, à espera que a voz ganhe um tom diferente e ausente como aquele a que me habituaste. Há-de passar, meu amor. Falta pouco. Pouco para deixar os caminhos por percorrer, a estrada ali à espera de ser pisada. Vou e aqui fica tudo. Não vale a pena levar nada quando se abandona. Não levo. Ah, chega quando? Posso partir agora?