sexta-feira, 6 de dezembro de 2013

papagaio de papel

O coração cada vez mais pobre à medida que o tempo enxovalha os passos tremidos que empurram dias, semanas, meses. Resta tão pouco quando a máscara cai à força de viver. Perde-se o sentido do acaso e entranha-se na dura realidade de não haver. Não haver mais. É bem triste isto de não haver. Esta ausência de uma presença que nunca chegou a ser minha. Fingi agarrar o que nunca poderia ser preso. Como um papagaio. Olha, como o papagaio daquela cigana que deixou voar o brinquedo de papel. Também eu, ou tu, perdemos.