A face baloiça ao ritmo do bater nervoso da sua perna esquerda. Enrola
as pontas do cabelo apanhado como se rodasse moedas de um cêntimo. Os seus
olhos assistem a um filme que fala de homens comandados por homens, quase
marionetas. Mas a sua cabeça já está longe. Está num lugar onde não existe
muito mais do que um chão de madeira e pequenas estrelas de felicidade. E por
mais que procure, ela não encontra espaço onde possa colocar o seu amor. Talvez
porque não o seja e esteja apenas a confundir o significado de uma palavra que,
recentemente, se tornara tão banal. É, o amor já lhe parecia uma junção de
letras ao acaso e, convenhamos, ridícula. Preferia, dizia muitas vezes, o seu
inverso. E ir a Roma.